Líderes mais humanos fortalecem equipes

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Programa de Desenvolvimento de Liderança do IgesDF debate saúde mental, autocuidado e gestão no ambiente hospitalar

Por Cristina De Lamônica / Foto: Divulgação/IgesDF

Em um ambiente onde empatia, escuta e cuidado fazem diferença na rotina assistencial, lideranças mais humanas têm se tornado fundamentais para fortalecer equipes e qualificar o atendimento aos pacientes. O tema esteve no centro de mais um encontro da quinta edição do Programa de Desenvolvimento de Liderança (PDL) do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), realizado nesta quarta-feira (27), no auditório do Centro Universitário de Brasília (CEUB), na Asa Norte.

Com foco em saúde mental, autocuidado e relações de trabalho, a palestra reuniu gestores e colaboradores para discutir como a escuta, a empatia e o acolhimento impactam diretamente o ambiente hospitalar e a assistência prestada aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). O encontro foi conduzido pela psicóloga Amsha Carvalho.

Durante a programação, a especialista destacou que lideranças mais empáticas ajudam a construir ambientes emocionalmente mais equilibrados e relações profissionais mais saudáveis, refletindo diretamente no desempenho das equipes. “A liderança precisa entender que cuidar de pessoas vai além da entrega de resultados. É preciso criar espaços de escuta, acolhimento e respeito. Quando o colaborador se sente cuidado e ouvido, ele também consegue cuidar melhor do outro”, ressaltou.

A psicóloga também chamou atenção para a importância de os próprios líderes reconhecerem limites emocionais e adotarem práticas de autocuidado, especialmente em ambientes de saúde marcados por alta demanda assistencial. “Não existe liderança saudável sem autocuidado. O líder também precisa ser ouvido, precisa reconhecer seus limites e entender que saúde mental é uma construção diária”, destacou.

A chefe do Núcleo de Qualidade de Vida no Trabalho (Projeto Acolher), Paula Paiva, reforçou que iniciativas voltadas ao cuidado emocional dos colaboradores impactam diretamente o clima organizacional e a forma como as equipes convivem no dia a dia. Segundo ela, o Projeto Acolher foi criado justamente para oferecer suporte e escuta aos profissionais do IgesDF.

“Quando a instituição investe nesses espaços de desenvolvimento humano, ela fortalece vínculos, melhora relações e contribui para ambientes mais saudáveis. Isso se reflete tanto no bem-estar do colaborador quanto na assistência prestada ao paciente”, afirmou.

A chefe do Núcleo de Hotelaria das UPAs, Netyara Porto, destacou que lideranças mais empáticas ajudam a tornar o ambiente de trabalho mais colaborativo e acolhedor, refletindo também no atendimento prestado nas unidades. “Trabalhar liderança humanizada é fundamental porque lidamos diariamente com pessoas, emoções e situações delicadas. Quando existe empatia e boa comunicação entre as equipes, o atendimento se torna mais acolhedor e eficiente”, pontuou.

PDL fortalece cultura de cuidado e empatia

Promovido pela Superintendência de Pessoas, por meio do Núcleo de Cultura, Desenvolvimento e Comunicação Interna (NUCDC), o Programa de Desenvolvimento de Liderança busca fortalecer competências de gestão e estimular relações de trabalho mais colaborativas dentro do Instituto.

A analista do NUCDC e mediadora do encontro, Izabelle Fernandes, destacou que discutir saúde mental e liderança é essencial em um ambiente de saúde, onde equilíbrio emocional e boas relações impactam diretamente a rotina das equipes. “Falar sobre liderança humanizada e saúde mental é extremamente importante para o nosso Programa de Desenvolvimento de Liderança e para o Instituto, especialmente em um ambiente de saúde, que exige equilíbrio emocional, empatia e boas relações de trabalho”, salientou.

Segundo Izabelle, o objetivo do programa é formar líderes mais preparados para cuidar das pessoas e fortalecer ambientes mais saudáveis. “Nosso objetivo é fortalecer lideranças que cuidem não apenas dos processos, mas também das pessoas, contribuindo para equipes mais engajadas e uma assistência cada vez mais humanizada e de qualidade”.

Ao levar o debate sobre saúde mental e relações humanas para dentro da rotina hospitalar, o PDL reforça a importância de cuidar também de quem está diariamente na linha de frente da assistência.

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