Como o fazer manual pode ser um caminho de desaceleração, autoconhecimento e bem-estar
O fazer artesanal acompanha a humanidade desde os seus primórdios, quando os primeiros grupos humanos produziam utensílios para o dia a dia. Mais do que técnica, o artesanato carrega história, cultura e tradição, sendo transmitido de geração em geração por meio da manualidade. Mas, para além da beleza, o artesanato também pode ter um papel importante na nossa saúde mental.
Em uma sociedade cada vez mais acelerada, ansiosa e sobrecarregada, muitas pessoas têm buscado desacelerar por meio de práticas como crochê, tricô e bordado. Nos últimos anos, o crochê, por exemplo, ganhou enorme popularidade, especialmente nas redes sociais, impulsionando o movimento do “faça você mesmo” e conquistando, inclusive, a geração Z, que vem ressignificando a moda com mais criatividade e consciência.
Durante a pandemia de COVID-19, esse movimento se intensificou. O isolamento social, o medo e as incertezas agravaram quadros de ansiedade e depressão, levando muitas pessoas a buscarem no artesanato uma forma de aliviar a mente, encontrar conforto e retomar o equilíbrio emocional.
É sobre esse universo que fala o novo episódio do Café Sem Transtorno. Praticantes de artesanato, Karen Terahata e Andreza Coelho recebem a engenheira ambiental Beatriz Portellada e a terapeuta ocupacional Raieny Franco, ambas artesãs, para uma conversa sensível sobre o impacto do fazer manual no bem-estar.
Beatriz, de 26 anos, compartilha como o crochê se tornou uma ferramenta importante em sua vida após o diagnóstico de bipolaridade e transtorno de personalidade histriônica. “É uma ferramenta incrível tanto para a minha mente quanto para o social. Quando conheci um grupo de crocheteiras, fiz muitas amizades num período bem ‘puxado’ na minha vida”, conta.
Já Raieny destaca o artesanato como um recurso valioso também na prática clínica da terapia ocupacional. Além de ser um hobby que favorece a autoobservação, o fazer manual pode contribuir para o desenvolvimento da cognição, da atenção sustentada e da memória, especialmente entre idosos. “No crochê há muita contagem de pontos, que direciona a mente, ajuda a gente a se alinhar junto”, explica.
O episódio traz reflexões importantes sobre como atividades simples, acessíveis e criativas podem se transformar em aliadas no cuidado com a saúde mental.
Assista agora ao novo episódio do Café Sem Transtorno e descubra como o artesanato pode ser um caminho de acolhimento, expressão e equilíbrio emocional.
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